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Priapismo

O priapismo é uma ereção prolongada, persistente e geralmente dolorosa, com duração de mais de três horas, sem estímulo físico ou pisicológico.

Apesar das pessoas não saberem, o priapismo é considerado uma emergência médica.

As causas podem: doenças hematológicas, leucemia, doença de Fabry e outras, drogas, alguns medicamentos como anti-hipertensivos, antipsicóticos, antidepressivos, anticoagulantes, injeções intracavernosas para tratamento da impotência, entre outras.

Existem dois tipos de priapismo: o de baixo fluxo e o de alto fluxo.

1. Priapismo de baixo fluxo (venoclusivo)

É o mais frequente.

Ocorre devido à diminuição do retorno venoso, causando a falta de oxigenação dos tecidos e acidose, e ocasionando quadro de dor local. Característico aspecto de sangue escuro drenado dos corpos cavernosos.

Principais causas:

• Aplicação intracavernosa de medicamentos vasodilatadores utilizados no diagnóstico e/ ou tratamento da disfunção erétil;

• Patologias hematológicas como leucemia e anemia falciforme;

• Uso de antipsicóticos;

• Outros: Idiopáticas, tumores de pênis, etc.

2. Priapismo de alto fluxo (arterial)

Ocorre devido aumento do fluxo arterial, com aumento da pressão de O2. Não provoca dor. Característico aspecto de sangue de cor vermelho-vivo drenado dos corpos cavernosos.

A principal causa são os traumas penianos ou perineais.

É fundamental uma avaliação criteriosa com história clínica completa, exame físico minucioso. A avaliação hemodinâmica e metabólica são fundamentais para o diagnóstico diferencial e tratamento do priapismo de baixo e alto fluxo.

A urgência no tratamento do priapismo (independente do tipo) é obter a detumescência peniana com a maior brevidade possível, evitando lesões, enquanto o objetivo secundário é evitar lesões irreversíveis aos corpos cavernosos, e tratamento da dor, quando existente.

O paciente deve ser orientado quanto aos riscos da não realização de tratamento correto, e em tempo adequado, podendo evoluir para fibrose dos corpos cavernosos e, em alguns casos, com disfunção erétil (impotência sexual).

Ereções com duração de mais de duas horas sem estímulos já pode ser indício de priapismo.

Indivíduos que enfrentam uma ereção prolongada, mesmo sem estímulo (não associada a desejo), acima de 3 horas, devem procurar um urologista ou um pronto-socorro com urgência.

O priapismo pode levar a traumas nos corpos cavernosos, seguidos de reações cicatriciais com fibrose dos mesmos, evoluindo para Doença de Peyronie, podendo também ter associado consequente disfunção erétil (impotência sexual).

Tratamento

Priapismo de baixo fluxo (tratamento medicamentoso)

Punção, e aspiração do corpo cavernoso. Análise da gasometria. Não havendo acidose, injeta-se epinefrina, norepinefrina, fenilefrina, ou metaraminol (não administrar sem realizar gasometria). Nos casos de anemia falciforme, há necessidade de tratamento específico.

Em casos de anemia falciforme, além dos procedimentos assinalados, deve-se instituir tratamento específico (hiper-hidratação, oxigenação, alcalinização metabólica).

Nos priapismos recidivantes, os pacientes podem ser treinados para a auto-injeção de agonistas alfa-adrenérgicos (fenilefrina) ou ser instituído uso de antiandrogênios, finasterida ou análogos (GnRH).

Priapismo de baixo fluxo (tratamento cirúrgico)

Realização de fístulas(comunicação) entre o corpo cavernoso e o corpo esponjoso.

Priapismo de alto fluxo

• Não é considerado tratamento de urgência, ou seja, pode aguardar tratamento, diferente dos priapismos de baixo fluxo

• Pode ocorrer resolução espontânea.

• Deve-se iniciar o tratamento com compressa com bolsa de gelo

• O melhor tratamento é a embolização seletiva temporária da artéria lesada.



Realizamos, quando necessário, a reconstrução dos corpos cavernosos e implante de próteses penianas nas seguintes situações:

- Pós priapismo

- Pós remoção de prótese infectada

- Pós remoção de extrusão da prótese

Diferenciais de tratamento com a Técnica de Egydio:

1- Reconstrução dos corpos cavernosos no limite do feixe neurovascular e da uretra

2- Remoção de fibroses para permitir espaço para o implante de próteses penianas

3- Reconstrução distal dos corpos cavernosos para evitar extrusão da prótese

4- Troca de próteses com recuperação do tamanho peniano nas seguintes situações:

- Perda de rigidez vertical (axial) que permita uma penetração fácil, sem escape fácil

- Não adaptação à prótese maleável, ou, não adaptação à prótese inflável

5- Diagnóstico diferenciado, e imediato planejamento do tratamento cirúrgico com auxílio de informações com a indução da ereção no consultório.

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