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REVERSÃO DE VASECTOMIA

A vasectomia é um método cirúrgico de interrupção da fertilidade masculina, causada pela secção dos vasos deferentes, interrompendo assim a passagem dos espermatozóides para o líquido ejaculado.

Um número considerável de homens realiza este procedimento, por ser um método simples e seguro de contracepção e controle de natalidade. Entretanto, algumas situações de vida podem fazer com que muitos deles venham se arrepender de terem feito a vasectomia.

Dentre muitas situações que podem levar a este arrependimento, podemos citar: desejo de ter mais filhos por algum motivo do casal; devido às altas taxas de separação/divórcio nos dias de hoje, o desejo por filho(s) num novo relacionamento; algum acidente em que o casal perde um filho e deseja ter outro; etc.

A reversão da vasectomia é um ato tecnicamente viável e possível. Em casos selecionados, tem apresentado resultados superiores ao da utilização de reprodução assistida para a obtenção de gestação.

O risco de aborto na reversão de vasectomia é o mesmo encontrado nas gestações clássicas, sendo inferior a outros métodos alternativos.

Na relação custo-benefício, a reversão é mais vantajosa do que outros métodos além de ser mais segura.

A reversão da vasectomia é o procedimento mais fisiológico, único que possibilita diversas gestações subseqüentes.

Hoje em dia as técnicas de microcirurgia avançaram significativamente e as chances de êxito na reversão de vasectomia aumentaram muito.

A reversão da vasectomia repara uma secção cirurgicamente removida dos vasos deferentes (ducto espermático) e é chamada de vaso-vasostomia.

A técnica cirúrgica mais eficaz para a reversão de vasectomia é aquela que emprega a microcirurgia.

A Microcirurgia é ideal quando se deseja operar pequenas estruturas ou estruturas delicadas.

A prática da microcirurgia envolve três fatores fundamentais:

1) Profissional especializado e altamente treinado;
2) Instrumentos microcirúrgicos especiais;
3) Microscópio cirúrgico, para aumentar a visão
(os microscópios cirúrgicos possuem lentes potentes capazes de aumentar o tamanho de um objeto em até 40 vezes, sem distorcê-lo).

O Dr. Paulo Egydio é um especialista com grande experiência em microcirurgia, com aperfeiçoamento em microcirurgia nos Estados Unidos na "Cleveland Clinic Foundation", um dos centros urológicos de maior reconhecimento internacional.

A taxa de gravidez após a reversão de uma vasectomia depende de vários fatores, como período de tempo decorrido desde a vasectomia; a qualidade do fluído (quer ele contenha ou não espermatozóides) nos vasos deferentes, por ocasião da cirurgia; quaisquer fatores femininos que possam estar presentes.



Dependendo das circunstâncias e do intervalo de tempo decorrido desde a vasectomia, as taxas de gravidez podem ser tão elevadas quanto 76%.

Existem estudos e tabelas mostrando que pode ser revertido o processo e qual a expectativa em relação aos resultados.

Os resultados da reversão de vasectomia dependem de vários fatores. Um destes fatores é o intervalo entre a vasectomia e a reversão.

À medida que o tempo passa, a hiperpressão no epidídimo (local de armazenamento dos espermatozóides) vai gerando fibrose e surgem obstruções não no lugar em que foi feita a ligadura, mas abaixo desse ponto, o que complica a cirurgia.

Se a reversão for realizada até 3 anos após a vasectomia, 98% dos indivíduos irão apresentar espermatozóides de volta à ejaculação e 75% irão engravidar suas esposas;

Se for realizada no intervalo de 3 a 8 anos, 88% dos indivíduos irão apresentar espermatozóides de volta à ejaculação e 55% de gravidez;

Se for realizada no intervalo de 9 a 14 anos, 79% de dos indivíduos irão apresentar espermatozóides de volta à ejaculação e 45% de gravidez;

Se for realizada acima de 14 anos de obstrução, 71% dos indivíduos irão apresentar espermatozóides de volta à ejaculação e 31% de gravidez.

Portanto, quanto menor o intervalo entre a vasectomia e a reversão, melhores serão os resultados. Mesmo assim, é importante saber que é possível ter sucesso nos casos de vasectomias realizadas há mais de 14 anos.

Outro fator que influi nos resultados refere-se ao local onde a recomunicação (anastomose) é realizada. Na reversão de vasectomia, a recomunicação pode ser realizada no mesmo local da vasectomia (entre as duas extremidades do canal deferente) ou entre o canal deferente e o epidídimo (local de armazenamento dos espermatozóides).

A anastomose é realizada entre os canais deferentes, a cirurgia torna-se mais fácil, pois o calibre do canal é maior e os resultados são melhores.

Esta cirurgia chama-se vaso-vasostomia.

Estudos mostram que quanto maior o tempo que o indivíduo permanece vasectomizado, maior a chance de ocorrer obstruções ao nível do epidídimo.

A chance de se encontrar obstrução em qualquer ponto do epidídimo é de 20% quando o intervalo entre a vasectomia e a reversão varia de 9 a 14 anos, e de 27% após 15 anos de obstrução.

Nestes casos, é necessária a realização da anastomose entre o canal deferente e o epidídimo. Esta cirurgia chama-se vaso-epididimostomia, e é muito mais difícil do que a recomunicação entre os canais deferentes, pois o calibre dos tubos do epidídimo é muito menor.

O casal pode contar também com métodos modernos e avançados de reprodução assistida como fertilização in vitro, etc.

No entanto, se houver a possibilidade de reverter a vasectomia, sempre vale a pena tentar visando à produção permanente de espermatozóides e a dispensa da biópsia do testículo.

Os cuidados pós-operatórios também incluem a monitorização cuidadosa do processo de cicatrização e, após seis a oito semanas, análise mensal de sêmen (exame de espermograma) para observar melhoras na quantidade e qualidade dos espermatozóides.

Para que o caso seja avaliado faz-se necessário uma consulta com um médico urologista.

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